
Direção: Marc Webb
Elenco: Joseph Gordon-Levitt, Zooey Deschanel, Clark Gregg, Geoffrey Arend, Patricia Belcher, Chloe Moretz
(500) Days of Summer, EUA, 2009, Romance/Drama/Comédia, 95 minutos, 12 anos
Sinopse: Quando Tom (Joseph Gordon-Levitt), azarado escritor de cartões comemorativos e romântico sem esperanças, fica sem rumo depois de levar um fora da namorada Summer (Zooey Deschanel), ele volta a vários momentos dos 500 dias que passaram juntos para tentar entender o que deu errado. Suas reflexões acabam levando-o a redescobrir suas verdadeiras paixões na vida.

(500) Dias Com Ela é um filme muito doloroso. Sim, ele narra um romance cheio de momentos ternos. Mas, o faz de forma bem diferente. Todos as situações românticas que acompanhamos em cena são memórias e nós acompanhamos tudo sabendo o destino dos personagens: eles não vão ficar juntos. Portanto, entristece demais ver uma história de amor tão sincera como essa e saber que, no final, o relacionamento acaba. É aí que está o grande diferencial dessa grata surpresa, que é uma das melhores produções do ano e, possivelmente, a mais adorável.
O roteiro trata o romance com uma sinceridade que há muito não se via no cinema. É tudo bem realista, aproximando-se demais da vida do espectador – tanto, que nós créditos iniciais, o filme diz que qualquer semelhança com a vida de quem está assistindo ao longa não é mera coincidência. Por essa razão, (500) Dias Com Ela funciona sentimentalmente. É uma história que, em vários momentos, reflete de forma impecável muitas das situações de quem já viveu um romance. E, por essa razão também, traz uma melancolia contundente.
A direção de Marc Webb não ficou atrás da qualidade do roteiro. Ele realizou uma direção muito dinâmica, cheia de momentos originais e tomadas que dialogam – tanto de forma subjetiva quando de forma objetiva – com o espectador, que se sente íntimo dos personagens. Méritos também devem ser dados aos protagonistas. Joseph Gordon Levitt (totalmente apropriado) e Zooey Deschanel (encantadora, depois de parecer estar sob o efeito de drogas Fim dos Tempos) cumprem, com honrarias, a missão de criar empatia. Tornando, portanto, o longa ainda mais atraente.
Um erro do filme é querer criar um final, de certa forma, feliz. Não condiz com toda atmosfera que estava sendo criada até então. Portanto, (500) Dias Com Ela termina de forma previsível, que poderia ter sido evitada. O longa não está isento de falhas (em determinado momento ele vitima um personagem e culpa o outro) e muito menos das situações tão comuns que encontramos em historinhas de amor. O que diferencia o filme dos outros é que ele tem um formato refrescante, um ótimo roteiro, excelentes protagonistas e um sentimentalismo extremamente efetivo.
FILME: 8.5
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Só não concordo muito com sua concepção de “final feliz”, visto que, pra mim, outra coisa devería ter acontecido pra que o final pudesse ser chamado assim… não achei o melhor desfecho do mundo, mas isso só por não achar que ele foi tão interessante quanto a produção como um todo… não é muito original, realmente, mas não vi ele bem como um final feliz, e sim um final bem a vida como ela é… e nisso ele é bem de acordo com o resto do filme…
Não achei o final previsível e nem tão feliz assim. Concordo até que ele tenha ficado aquém do filme, mas ficou bastante interessante. O filme como um todo é genial e delicioso de se assistir.
Abraços
Bem, como disse em outros blogs esse trabalho me disperta enorme interesse, por achar os trabalhos do Marc Webb os melhores do mundo da música, ainda não vi mas farei em breve!
[...] Pannebecker CINEMA E ARGUMENTO “O longa não está isento de falhas e muito menos das situações tão comuns que [...]
Estou bastante curiosa para conferir este filme, mas, esta temporada de fim de ano na escola… Espero vê-lo até o final do mês. Parece ser uma maravilhosa comédia romântica. ;)
Quero muito ver este filme. Até porque ainda tenho que ler uma opinião ruim sobre a obra!
Vi hj. Posto minha critica no meu blog amanhã. E bem, para variar, Matheus vc falou bonito.
Grande abraço!
Tem cara de ser MUITO irresistível.
O filme busca o mais proximo de um amor da vida moderna que se situa com algumas controversas.
Em si é otimo de ser assistido, gostei muito. Só que o diretor errou em criar o seu final, querendo ser diferente dos normais com final ja prédispostos no começo, controverso com o que condiz com a realidade mostrada de fato, o filme seria ainda melhor se o final fosse o mais esperado por todos.
Joseph Gordon Levitt e Zooey Deschanel!
Amo os dois!
Uma grata surpresa para mim. Há muito não se via tamanha sinceridade no cinema mesmo, Matheus. Mas discordo que o filme seja previsível. O final diz apenas que ele iniciaria uma nova aventura amorosa como uma pessoa comum, na vida real. Abraço ;D
Você encontrou a palavra perfeita: adorável. Mas, como a maioria aqui, não concordo com sua opinião sobre o final. Achei coerente com a narrativa. Tom é um homem com uma postura sempre esperançosa, mesmo em situações adversas, e isso só muda quando Summer aparece com o anel. No fim, ele apenas reassume a postura que manteve durante toda a projeção, e isso inclusive faz com que o filme se aproxime ainda mais da realidade, já que é assim que as coisas acontecem na vida após decepções amorosas: primeiro vem o sofrimento, depois, a esperança de que as coisas vão voltar a dar certo. :)
Vinnie, já eu acho que o final, de certa forma, quis compensar as frustrações que o personagem estava passando… Justamente para fugir de um final muito triste.
Yuri, o final é só um detalhe, já que o filme todo é ÓTIMO.
Cleber, veja logo, é um dos melhores de 2009.
Mayara, se você tiver um tempo pra ver filme, assista esse. É altamente recomendável.
Kamila, difícil achar alguém que não tenha gostado, né?
Reinaldo, obrigado! E o filme é muito bom, não?
Wally, é essa a palavra que eu estava procurando para definir o filme!
Gabriel, eu só acho que o final foge um pouco do clima do filme…
Gustavo, e eles comvinam demais!
Rafael, é a melhor comédia-romântica-dramática dos últimos tempos!
Samantha, pelo visto fui um dos poucos que não gostou do final.
é muito mesmo!
pode-se dizer que não é um final triste, mas feliz é que não é também… é aquela coisa bem seca, bem “a fila anda”…