
1991 – MELHOR ATRIZ
Anjelica Houston (Os Imorais)
Joanne Woodward (Cenas de Uma Família)
Julia Roberts (Uma Linda Mulher)
Kathy Bates (Louca Obsessão)
Meryl Streep (Lembranças de Hollywood)
Meryl estava ótima em Lembranças de Hollywood, onde teve seu primeiro papel musical. Inclusive, também cantou no Oscar daquele ano, já que uma música do filme, I’m Checking Out, concorreu na categoria de canção original. Porém, a melhor daquele ano realmente era Kathy Bates, numa poderosa atuação como a maluca protagonista de Louca Obsessão. Nem Meryl em bom momento nem Julia Roberts com o hit chamado Uma Linda Mulher eram capazes de derrotar Bates, que mereceu a premiação incontestavelmente.

1996 – MELHOR ATRIZ
Elisabeth Shue (Despedida em Las Vegas)
Emma Thompson (Razão e Sensibilidade)
Meryl Streep (As Pontes de Madison)
Sharon Stone (Cassino)
Susan Sarandon (Os Últimos Passos de Um Homem)
Esse, pra mim, foi um dos anos mais complicados na história do Oscar nessa categoria. Todas ótimas atrizes em excelentes momentos. As veteranas Thomspon, Sarandon e Streep em momentos muito significativos de suas carreiras. Sem falar da Sharon Stone que estava radiante em Cassino (ainda que eu a considere coadjuvante). A Academia fez o caminho mais óbvio (e nem por isso injusto), o de premiar Sarandon, que já tinha concorrido várias vezes até então e nunca tinha vencido. Porém, pra mim, o grande desempenho daquele ano era o de Meryl, que estava perfeita em As Pontes de Madison. Ainda mais porque era ajudada por uma história extremamente emocionante. O terceiro Oscar dela já poderia ter acontecido aqui, por mais que o prêmio para Sarandon não tenha sido injusto.

1999 – MELHOR ATRIZ
Cate Blanchett (Elizabeth)
Emily Watson (Hilary & Jackie)
Fernanda Montenegro (Central do Brasil)
Gwyneth Paltrow (Shakespeare Apaixonado)
Meryl Streep (Um Amor Verdadeiro)
Esse ano da categoria de melhor atriz entra para o rol dos maiores micos da Academia. Premiar a insossa Gwyneth Paltrow num ano em que qualquer uma das concorrentes estava melhor do que ela foi uma completa bobagem. Até mesmo Streep, em papel óbvio (pra não dizer programado pra fazer o público chorar) e que nem era protagonista da história, merecia mais. Contudo, quem deveria ter vencido aqui era Fernanda Montenegro, Cate Blanchett ou até mesmo Emily Watson. Todas ótimas e dignas de reconhecimento. Essa indicação para Meryl foi mais por prestígio ao nome dela do que por merecimento.

2000 – MELHOR ATRIZ
Annette Bening (Beleza Americana)
Hilary Swank (Meninos Não Choram)
Janet McTeer (Livre Para Amar)
Julianne Moore (Fim de Caso)
Meryl Streep (Música do Coração)
Outro papel bem óbvio de Meryl, mas que também é merecedor de elogios. Música do Coração é um filme previsível. Contudo, a atriz transforma o longa-metragem numa experiência muito agradável, sendo, portanto, o carro-chefe da história. Era certo que ela não tinha chances nesse ano – Annette Bening, Julianne Moore e, principalmente, Hilary Swank tinham papéis e atuações muito melhores – mas só a indicação já foi uma vitória para ela, que provou que, mesmo em tramas banais, consegue continuar sempre se sobressaindo.

2002 – MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Catherine Zeta-Jones (Chicago)
Julianne Moore (As Horas)
Kathy Bates (As Confissões de Schmidt)
Meryl Streep (Adaptação)
Queen Latifah (Chicago)
Foi um ano bem significativo para Meryl, que tinha dois trabalhos igualmente mravilhosos. Primeiro, em Adaptação. Segundo, em As Horas. Recebeu uma indicação pelo primeiro. Ainda prefiro sua Clarissa Vaughan do filme de Stephen Daldry, mas a sua nomeação por Adaptação foi inconstestável. O problema é que Julianne Moore estava impecável e tinha o melhor desempenho da carreira dela em As Horas. Era a maior merecedora das indicadas. Mas, também não levou. O prêmio foi para Catherine Zeta-Jones que, de fato, estava um arraso em Chicago. Contudo, a interpretação dela não tinha metade da complexidade e minuciosidade de Moore e de Streep.

2007 – MELHOR ATRIZ
Helen Mirren (A Rainha)
Judi Dench (Notas Sobre Um Escândalo)
Kate Winslet (Pecados Íntimos)
Meryl Streep (O Diabo Veste Prada)
Penélope Cruz (Volver)
Ela poderia, facilmente, ter levado mais um Oscar (seria o quarto, na minha lista) – caso estivesse concorrendo como coadjuvante. Sinceramente, não acho que Streep seja a protagonista de O Diabo Veste Prada e sua indicação como lead actrees foi uma grande jogada de marketing dos produtores. Poderosa e impecável como Miranda Priestly, a atriz teria facilmente levado mais uma estatueta se estivesse na categoria certa. Ou será mesmo que a Academia daria o Oscar pra Jennifer Hudson com Streep na lista de coadjuvantes? No mais, minha favorita entre as cinco era Judi Dench, perfeita em Notas Sobre Um Escândalo.

2009 – MELHOR ATRIZ
Angelina Jolie (A Troca)
Anne Hathaway (O Casamento de Rachel)
Kate Winslet (O Leitor)
Melissa Leo (Rio Congelado)
Meryl Streep (Dúvida)
Quebrando seu próprio recorde, Meryl alcançou sua décima quinta indicação. E, além de ter conquistado esse feito, já começa a colecionar várias torcidas para que finalmente ganhe um novo Oscar. A torcida foi tanta, que conseguiu levar a atriz para as cinco finalistas, já que ela nao está em uma interpretação particularmente inspirada – ou seria por causa do papel antipático e difícil? Caso não tivesse uma Kate Winslet em seu caminho, teria levado. No entanto, o embate entre torcidas das duas atrizes acabou definindo o jogo. Winslet nunca tinha levado e já estava em sua sexta indicação. A dívida com Winslet era maior. Mas nem por isso ela deixou de merecer a vitória. Aliás, longe disso.














