Não Me Abandone Jamais

It had never occurred to me that our lives, so closely interwoven, could unravel with such speed. If I’d known, maybe I’d have kept tighter hold of them.

Direção: Mark Romanek

Elenco: Carey Mulligan, Andrew Garfield, Keira Knightley, Sally Hawkins, Charlotte Rampling, Ella Purnell, Charlie Rowe, Izzy Meikle-Small

Never Let Me Go, EUA/Inglaterra, 2010, Drama, 103 minutos

Sinopse: Quando crianças, Ruth (Keira Knightley), Kathy (Carey Mulligan) e Tommy (Andrew Garfield), passaram a sua infância aparentemente idílica em um internato Inglês. À medida que tornam-se jovens adultos, eles acham que têm de chegar a um acordo com a força do amor que sentem um pelo outro, enquanto se preparam para a realidade assustadora que os espera.

Poucas vezes na minha vida cinematográfica fiquei tão em dúvida se estava amando ou odiando um filme. Pois foi exatamente assim que eu me senti enquanto assistia a Não Me Abandone Jamais. Conseguia sentir o que me incomodava e o que me agradava, mas simplesmente não conseguia definir qual era o meu real posicionamento em relação a esse filme de Mark Romanek. No final das contas, o lado positivo prevaleceu e, na última cena, percebi que tinha gostado de verdade do filme. Contudo, não consigo deixar de levar em consideração os pontos negativos.

Vamos, primeiro, ao que incomoda. Possivelmente, o único aspecto negativo (e que pode quase anular as chances do filme conquistar o espectador) é a história absurda. O enredo é o seguinte: numa tradicional escola no interior da Inglaterra, crianças fazem parte de uma escola que “incentiva as artes”. Mas, na realidade, elas estão sendo preparadas para serem doadoras de órgãos. No futuro, quando crescerem, essas crianças serão obrigadas a doarem órgãos vitais de seus corpos para ajudar a ciência a encontrar cura para certas doenças e, assim, alcançar a tão almejada média de vida de 100 anos de idade. Não existe escolha: essas crianças doarão órgãos, não importando se existe a possibilidade de falecimento.

É uma trama completamente absurda pela falta de noção. Que ausência de humanidade é essa de um mundo em que crianças são condenadas à morte porque precisam doar órgãos para ajudar a ciência? Contudo, o mais revoltante em Não Me Abandone Jamais é a passividade com que os personagens lidam com isso. Mesmo quando percebem o horror das suas vidas, aceitam como se não tivessem escolha. Ninguém se revolta com a situação. Os personagens simplesmente aceitam o fato de que estão sendo obrigados a morrer para ajudar a ciência. Ninguém foge, ninguém luta e ninguém se indigna com a situação. Inclusive, em certos momentos, o roteiro tenta encenar como se ela representasse um ato nobre.

Além da história absurda, o texto nunca deixa muito claro o que está acontecendo. Para aquele público que for assistir Não Me Abandone Jamais sem qualquer conhecimento da trama (como foi o meu caso), fica difícil compreender a verdadeira situação dos personagens. O texto não explicita de forma satisfatória os fatos e desenvolve tudo com descaso, não fazendo muita questão de esmiuçar o porquê daquele mundo ser desse jeito ou o que motiva esses personagens aceitarem tudo com tranquilidade. Ou seja, o mundo em que as figuras da trama estão inseridos demora para ficar claro – e, inclusive, posso apostar que muitos continuarão com dúvidas após assistir.

Agora vamos aos pontos que fizeram com que o lado postivo do filme me conquistasse mais. Por mais que não dê para acreditar nos pretextos insatisfatórios para estruturar o drama, é fácil se envolver com as consequências dessa história maluca. Não Me Abandone Jamais é um exercício emocional bem construído sobre vidas interrompidas. Os personagens, que sempre estão com uma expressão de melancolia, trasmitem para o espectador a sensação de vidas perdidas, amores não realizados e chances não aproveitadas. É o relato de pessoas que o destino não quis que elas vivessem. Isso é o que está maravilhosamente bem pontuado pelo roteiro. Nós sentimos o pesar dos personagens e como a impossibilidade de ter um futuro aniquila com a felicidade de suas vidas.

O elenco também possui a sua parcela de vitória nessa dramaticidade bem sucedida de Não Me Abandone Jamais. Ainda tenho minhas implicâncias, por exemplo, com Carey Mulligan, que, depois de Educação, se tornou uma atriz de um tipo só. Ela está sempre com aquela cara de menina enjoada que fica choramingando o tempo inteiro. Também tenho minhas restrições com Keira Knightley, uma profissional de caras e bocas. Contudo, esse jeito comentado de Mulligan cai como uma luva para seu papel, ao passo que Keira controla seus tiques e está bem aqui. O garoto Andrew Garfield, recente destaque em A Rede Social, acompanha a qualidade de suas colegas. O ponto alto do elenco, porém, é a pequena participação de Sally Hawkins – que tem um papel muito promissor, mas subutilizado.

Em suma, existe uma regra essencial que precisa ser cumprida para um bom aproveitamento de Não Me Abandone Jamais. É impossível perceber o que existe de bom na melancolia do filme se você ficar se importando com o absurdo da trama. É mais do que fundamental se desligar desse detalhe e tentar enxergar o que existe no triste clima que envolve os personagens. Ajudado pela fotografia e pela trilha igualmente melancólica, o texto de Não Me Abandone Jamais ganha mais sentido e consegue acertar em cheio o espectador quando analisado sem a interferência dos esdrúxulos pretextos do enredo. Basta ver o filme como uma obra sobre vidas incompletas e infelizes que o resultado será bem proveitoso.

FILME: 8.0


12 comentários em “Não Me Abandone Jamais

  1. QUEM ESCREVEU POR TER VISTO ISSO DE VERDADE, E UM IPO-CRITA
    POR ANUNCIAR SEM DENUNCIAR.
    AGORA SE TIROU ISSO DA PRÓPRIA IMAGINAÇÃO.
    SÓ LAMENTO,,, VOCÊ E UM MONSTRO.
    ESSE E-O ÚNICO NOME QUE SE DA A ALGUÉM,QUE CONSEGUE IMAGINAR
    TAL CRUELDADE, PESSOA SEM ALMA CARCA-SÁ PODRE.
    AINDA TEM CORAGEM DE RELATAR QUE O FILME E ÓTIMO.
    A PESSOA QUE DIZ QUE ESSE FILME TEM ALGO DE ESPECIAL,
    NÃO TEM DEUS NO CORAÇÃO!!!! SÓ PODE ADORAR O TREM RUIM DO INFERNO

    NÃO E POSSÍVEL!!!! NÃO E POSSÍVEL!!!!

  2. Meu Deus que filme Horrivel, tenebroso penso que foi uma perda de tempo do autor,dos atores e minha.
    Jamais aceitaria que isso existe.
    O autor nao deu uma tregua em acabar com a vida .
    Deus!!!!! Falta Deus!!!
    Que horror!!!!!!

  3. Assisti ao filme ontem, 16 de novembro de 2014, tenho 57 anos de idade e acompanhei pela mídia a discussão que havia em torno da questão de clonagem, particularmente a partir da clonagem da ovelha Dolly. Inclusive li em alguma publicação a questão de se fazer clonagem para substituir órgãos humanos acometidos de alguma doença degenerativa. E até mesmo, como no filme, de se fazer clones de humanos para este fim. Por outro lado também havia a intervenção de pessoas ligadas à religião que criticavam a clonagem, que o homem não deveria se meter a agir como se fosse Deus. Inclusive, como no filme, a questão de se os clones de humanos teriam alma. É uma questão antiga e que se encontra uma vasta literatura sobre a questão. É possível fazer uma analogia com o Golem judaico. Enfim, acredito que o autor da história demonstrou não apenas a natureza cruel do ser humano como também a atitude passiva e sem questionamentos das pessoas perante os poderes constituídos e perante as instituições sociais. Leve-se em consideração que aquelas pessoas do internato eram educadas para aceitarem seus destinos. Não devemos questionar (ter uma atitude crítica) com relação às instituições estabelecidas? Não devemos questionar a ideologia que nos é passada pelos meios de comunicação e pelas escolas de maneira geral?
    Ector Alec

  4. Não tem nada de tão absurdo na trama. Hoje parece surreal, mas não seria a primeira vez que a ficção tem muito mais de realidade do que se possa imaginar. No filme A Ilha a temática de fundo (roubo e transplantes de órgãos) muita gente pode achar absurda, que nunca aconteceria tal coisa pela complexidade que envolveria retirada, transporte e implante de órgãos. No entanto, a realidade existe, ela é mundial, quem estuda a questão do trafico de pessoas e órgãos sabe que é a terceira ou quarta atividade mais rendosa depois de venda de armas e tráfico de drogas. Quem acompanhou a CPI do tráfico de órgãos por dentro e teve familiares vitimados sabe muito bem que a realidade é muito pior do que qualquer ficção. A diferença é que no filme os tão maravilhosos e decantados generosos doadores ( que as campanhas de doação vivem fazendo cabeças de pessoas para que sejam doadores) são ou serão pessoas que foram clonadas para serem fornecedores. Hoje ainda não são clones, os fornecedores são as pessoas originais, vistas como fornecedores de peças de reposição tiradas de uma sucata para salvar vidas de moribundos à espera de um órgão que nem sempre significa sobrevivência. A repugnante propaganda comparando doadores com um carro de luxo sendo ‘enterrado’ ( o ricaço e não doador Chiquinho Scarpa, alguém viu o documento registrado em cartório fazendo a doação de órgãos ou tecidos, ou corpo para faculdades de medicina?) é uma das formas de convencerem pessoas a serem doadoras, dando a elas esses ares de santidade e desapego, de solidariedade. Ainda não são clones fornecedores, os visados são pessoas sempre SAUDÁVEIS, jovens e com vidas interrompidas por mortes prematuras e violentas, acidentes, tiros, etc. Os fornecedores hoje não são os caros clones criados ( porque manter aquela estrutura do livor/filme) seria cara e não precisa tanto investimento porque a quantidade de pobres no planeta são fontes de órgãos já prontos para o abate.Daí tantos desaparecidos pelo mundo que nunca são achados, mesmo que possam dizer seus nomes e de onde são. Quando uma pessoa acidentada, incluindo crianças, entram em hospitais em estado grave, a primeira coisa que colocam nela é um carimbo invisível BPT que significa “BOM PARA TRANSPLANTE”. O leito de UTI aparece logo se souberem que será um potencial doador. Nada, nada garante que médicos farão tudo para salvar suas vidas desde que tenham interesse nos seus órgãos. O ‘doador’ nunca saberá pois estará morto e retalhado, a família não sabe, nenhum leigo sabe o que de fato comprova a tal morte cerebral’. A mídia só mostra o lado de quem recebe órgãos, aquele show de gente correndo com órgãos em caixas térmicas, mobilização de aviões e helicópteros, etc. Por que nunca mostram a retirada? Como fica o corpo e o que fazem com ele depois? eu vou dizer: porque CHOCA e não convém pessoas saberem o lado sinistro da ‘beleza das doações’. Também não mostram os casos de transplantes fracassados, pessoas que morrem e não são poucas, todo mundo acha que todo transplante é um sucesso? nem de medula é, menos ainda de órgãos! Revista, jornais, televisões não mostram o outro lado dos transplantes, fatos reais!nada inventado!. Se vaza algo logo em seguida vem campanha para doações, aquelas pieguices de sempre com quem recebeu e está vivo, mas e quem doou nunca aparece [ salvo se for intervivos]. O doador não é mais uma pessoa, não tem mais nome e rosto, não tem uma ‘alma’, virou só uma carcaça esvaziada que não convém mostrar…Há milhões envolvidos, não pensem que tudo é grátis. A coisa só foi descoberta no Brasil por conta da ganância que foi grande demais ao mandarem uma conta de 11 mil reais para, vejam só!, o pai que doou os órgãos de seus filho e ao remontar o causa da cobrança descobriu que o filho estava vivo quando teve órgãos retirados. Não foi o único, já são 10 os casos comprovados! Médicos já foram condenados e mesmo assim não presos! Há um envolvido condenado por pedofilia que abusou da neta, preso recentemente, foi colocado em liberdade por ser um transplantado renal, não pode ficar preso. Para estuprar a condição de transplantado não foi problema, mas pagar pelo crime é. Está sendo protegido pela máfica do qual faz parte. Há, sim, estudos de clonagens para no futuro criarem órgãos, a ideia ‘generosa’ é justamente não precisar mais de doadores… Mas como serão clonados os órgãos? Em ratos, macacos? Ou será que clonando um inteiro não sairá mais barato e com mais órgãos disponíveis por investimento? O que será mais rápido? Esperar a criança inteira crescer até estar no ponto ( pode ser só de meses) ou um órgão crescer isoladamente? Não é ficção, é debate que não se pode adiar e começou já com as questões de células troncos e embriões que seriam ou serão descartados! Já fato que gerou JURISPRUDÊNCIA NO STF! Há 3 crianças, só no Brasil, que nasceram com uma síndrome rara e para a qual não há tratamentos cirúrgicos, só transplante de múltiplos órgãos, 5 o 6, todo o aparelho digestivo. Duas estão nos Estados Unidos, ao custo de mais de 2 milhões de reais par o SUS, via decisão judicial, esperando os transplantes e tem de ser logo, cada dia que passa conspira para para o fracasso e morte se não for feito…Lindo né? Tanto empenho para salvar bebês inviáveis, mas o que não mostram nas matérias estrondosas nas televisões e rede mundial é: mas de onde sairão os órgãos para os 3 casos? Como a cirurgia só pode ser feita nos USA é de lá que sairão e leia-se: crianças saudáveis e tão lindas ou amadas terão de morrer de forma precoce e violenta (acidente) para serem esvaziadas e fornecerem peças para os 3 que precisarão! A dor de quem espera mostram, a dor de quem perderá os filhos não mostram. Dá calafrio na coluna pensar que tem gente torcendo rezando, pedindo a algum Deus que alguém morra, 3 bebês, para que SEUS bebês inviáveis possam viver. Sabe o que ganha um doador ou a família? Nada, nem o caixão e as despesas de enterro! Pode ainda receber é uma cobrança pelo tempo que o doador ficou internado e deu despesas. Ninguém abordou o cantor Leonardo quando o filho em estado crítico foi levado de avião UTI para SP, viagem sem garantia de que viveria nem até a chegado ao hospital. Em SP estão fazendo campanha para doação de corpos para as faculdades de medicina. A pieguice de sempre ” por que enterrar ou cremar quando podem servir ao estudo e formação de médicos, à ciência”, não é mesmo? E tem gente doando seus pais, a si mesmo, etc. Nem preciso perguntar quantos médicos são doadores de órgãos, tecidos e corpos, preciso? Façam a pesquisa nos tanques de formol dos anatômicos e achem algum de médico nos últimos 30 anos! Zero doadores. O próprio CFM afirma de menos de 25 de médicos cadastrados se declararam/declaram doadores. Tampouco de seus familiares. Dos 2% quantos morreram e onde estão as provas das doações? Zero prova! Eles não doam porque sabem o lado negro, sinistro, nefasto por trás da ‘santidade da doação dos órgãos’. Que o digam as vítimas da médica assassina de Curitiba, né não? Ou os acidentados de Taubaté que sempre ‘tinham morte cerebral’ e viravam fornecedores de órgãos numa quantidade absurda e suspeita. Que o digam os médicos e associações de captação de órgãos que PUBLICARAM manisfesto contra a Lei Seca porque está, ao diminuir acidentes, está prejudicando quem precisa de órgãos, sobretudo os da fila de espera de figados! Onde estaria a ficção insana e absurda? Vocês podem discutir atuação de atores, diretores, falhas técnicas e até de roteiros, mas não a factibilidade do tema de fundo tratada no livro e filme. Muita gente também não acreditava no que se passava nos campos de extermínio durante a Segunda Guerra Mundial, não só de judeus. Quando os horrores vieram à tona milhões de vidas já tinha sido sacrificadas. Ainda hoje há quem negue, por mais que os fatos e provas, e ossadas, provem a verdade. Sobre o fato de não reagirem, se revoltarem, fugirem de tal situação de conformismo no matadouro que era o educandário, outra fragilidade e inocência ‘analítica’. Condicionamento mental, aceitação de destino e até se sentir honrado com tais barbaridades nem é novo nas sociedades humanas que adotavam o sacrifício como forma de oferenda. Convencer pessoas que elas são feitas para o sacrifício é o que mais move homens, mulheres e até crianças-bombas. Os métodos estão aí para quem quiser testar, desde medicamentos modificadores da estados mentais ( o flúor na água foi testado para isso na Guerra) até métodos que não deixam rastros químicos, por pura manipulação mental, como acontece com as campanhas piegas de doações de órgãos e tanto é verdade que as doações acontecem, menso por parte de médicos… Vocês não sabem de nada, inocentes. Se lessem o livro do Paulo Pavesi sobre o tema transplantes de órgãos saberiam que nem A Ilha, nem nenhum outro filme, é pior do que a realidade escondida. O filho dele foi um que foi sacrificado para que várias pessoas fossem felizes beneficiados. Tem gente que doou um rim em vida para parente, depois descobriu que o rim restante não era funcional e agora é mais um paciente renal à espera de um órgão. Alguém, quando vocês andam por aí, saudáveis e ativos nas ruas, podem muito bem estar olhando e pensando ‘se você morrer atropelado ali na frente pode ser um ótimo doador de peças para reposição’. Nada que vem de humanos é insano e absurdo! O livro virou filme por se escuda na ficção. Quero ver é coragem para filmarem o livro do Pavesi que para ser publicado teve de ser fora do Brasil, nenhuma editora nacional encarou o desafio, não pegava bem para a os transplantes. A Veja, por exemplo, não aceitou fazer nada sobre a matéria. Por que será? Pensem bem, resenha sobre filme, por mais surreal que pareça, não pode ser tão inocente e superficial. Quando Júlio Vernes escreveu um livro inventando um barco que andava submerso (Nautilus), a ideia de um submarino era tão doida quanto a clonagem de gente para retirada de peças. E não se esqueçam que clonagem de animais, até cachorrinho e gato de estimação de madames desocupadas, já é realidade e bem acessível tendo dinheiro. De gato, cachorro, peixinho dourado, ovelha e bois para humanos é só questão de tempo, de oportunidade e de preparar a sociedade para o fato.
    Soylent Green, um filme sobre distopia social, gente virando matéria-prima para alimentar gente, nem é novidade: foi feita em escala de milhões na China e a justificativa tão candidamente admitida pelo governo era de que morrer gente era bom para adubar o solo… O romance no filme, as especulações psicanalíticas são periféricas (e importantes) ao ponto gerador de tais especulações: o transplante de órgãos e como resolver a demanda cada vez maior por órgãos e de fornecedores de órgãos, do ponto de vista desses últimos, quando sabem que vivem apenas para tal FIM.

    E.T: o livro de Paulo Pavesi pode ser baixado de graças, e-book, no site dele. Se a ficção é absurda, vão ver o que é a realidade… E fiquem atentos: quando se declararem doadores ou forem abordados por equipes em hospitais para doação de órgãos de parentes, pensem bem se não estão escondendo nada, se realmente fizeram tudo para uma vida ser salva ou se ela apenas servirá de sucata.Leigos nunca terão certeza sobre os procedimentos, é por isso que quem trabalha na coisa não é doador… eles sabem como tudo acontece. Os receptores, uma vez que tiveram mais uma chance, quando morrem, viram doadores? Nunca, nem de córneas, tecidos, ossos ou corpo para faculdades. O que impediria? Por que desperdício enterrando? Pensem nisso!

  5. Na verdade o filme é bem absurdo, mas como nos comentarios anteriores, deve-se deixar de lado a ficçao, e focar na questão da vida interrompida de jovens sem esperança de viver uma vida e de serem felizes, que nos da um momento de reflexão. Agora a conformidade e impotencia dos personagens em aceitarem a condição imposta, sem nem se quer lutar, agir de alguma forma pela sobrevivencia, deixa a desejar..

  6. O filme é preciso ser visto na perspectiva do romance, e a “ficção científica” tem que ser deixada em segundo plano. O livro é muito bom, ele retrata de forma belissima num contexto tragico, a dor, a perda e acima de tudo a conformidade, sem mostrar sentimentos como revolta e raiva, apenas o lado puro de um ser que nem é considerado um ser humano e sim apenas um “clone” do lixo da humanidade. Esse filme é o único que considero melhor que o livro.

  7. eu comparei o filme com a igreja o tempo todo. as pessoas simplsmente “aceitam” a vida condenada quando é feito uma lavagem cerebral. é acreditar q elas estao fazendo um bem p humanidade, mas na verdade estao perdendo tempo e o direito de ser feliz!
    o filme podia ter pelo menos um personagem q conseguisse sair da alienaçao.

  8. Kamila, o filme desperta várias sensações. Várias ruins e outras boas. Como disse no texto, detestei a trama absurda, mas gostei bastante dos efeitos dramáticos que ela traz!

    Mayara, não sei se eu teria interesse em ler o livro…

  9. Que bom que você gostou do filme. A maioria das opiniões que tenho lido não são muito boas…. Eu espero gostar! Porque os envolvidos todos e a história são muito promissores.

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