A Minha Versão do Amor

This is the paternal wisdom I’m gonna get?

Direção: Richard J. Lewis

Elenco: Paul Giamatti, Rosamund Pike, Dustin Hoffman, Minnie Driver, Rachelle Lefevre, Scott Speedman, Macha Grenon, Thomas Trabacchi, Clé Bennett

Barney’s Version, EUA, 2010, Drama, 134 minutos

Sinopse: Barney Panofsky (Paul Giamatti) tem 65 anos e trabalha em uma produtora de TV. Inconformado com a separação, ele se diverte azucrinando o novo marido de sua ex-esposa. Por ficar muito sozinho, já que seus filhos estão crescidos, ele passa a relembrar fatos do passado. De como se casou com Clara (Rachelle Lefevre), ao acreditar que ela estava grávida de um filho seu, e, um ano depois, com sua segunda esposa (Minnie Driver). No mesmo dia do casamento ele conhece e se apaixona por Miriam (Rosamund Pike). A partir de então Barney tenta conquistá-la a todo custo, passando por cima de seu casamento. Para atingir seu objetivo ele contará com a ajuda não intencional de Boogie (Scott Speedman), seu melhor amigo.

A Minha Versão do Amor é aquele tipo de filme que narra os amores e os conflitos de um personagem através das décadas. Numa comparação bem aleatória, lembra o estilo de O Amor nos Tempos do Cólera. Só que histórias como essa precisam de protagonistas envolventes e sedutores e não difíceis como Barney (Paul Giamatti), o indeciso e perdido protagonista de A Minha Versão do Amor. Ao contrário de seu intérprete, Barney não tem a força necessária para sustentar sozinho a simpatia de um longa-metragem que já tem contra si uma duração exacerbada.

Barney casa e, no dia do próprio casamento, já está apaixonado por outra mulher. Quando alcança o que deseja, comete uma traição. Ele tem ataques repentinos de insatisfação e não controla muito bem o que diz. Ok, se é difícil simpatizar com Barney, pelo menos temos Paul Giamatti para compensar esse problema. Ele, que chegou a vencer o Globo de Ouro de melhor ator em comédia/musical por esse filme, certamente é o ponto alto desse filme que não ousa em sua estrutura – é o típico drama que vai e volta no tempo sem grandes surpresas.

Contando com Giamatti no topo do elenco, A Minha Versão do Amor ainda ganha pontos no excelente desempenho de Rosamund Pike e nas cenas do impagável Dustin Hoffman. Eles são uma excelente razão para se assistir a esse filme que tem na sua exagerada duração o seu maior problema. São mais de duas horas para contar uma história que está longe de ser extraordinária ou apaixonante como o roteiro pensa que é. A Minha Versão do Amor é simples e, inclusive, se fosse objetivo e sem tantos rodeios, poderia ser um pouco mais interessante…

FILME: 6.5

4 comentários em “A Minha Versão do Amor

  1. Kamila, e é o elenco que faz o filme valer a pena…

    Elton, não gostei muito do filme, mas reconheço o trabalho dos atores!

    Rafael, também achei sem muita definição e nada empolgante, mas até que dá pra assistir por causa do elenco…

  2. Achei fraquinho, estabanado, confuso, sem muita definição. Sim, o Giamatti está ótimo (e melhor ainda está o Dustin Hoffman), mas não me empolgou muito, não!

  3. Esse eu vejo somente pelo elenco, que é muito bom, independente da obra ser boa, regular ou fraca! rsrsrsrs

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