Os altos e baixos de 2011

Falta pouco para 2011 acabar. Por isso, o Cinema e Argumento fez uma breve lista do que aconteceu no cinema neste ano que está prestes a acabar. Confira o que consideramos de melhor e pior em 2011:

– Apesar de demasiado longo e quase desinteressante, Biutiful se salvou em função do magnífico desempenho de Javier Bardem que, se não estivesse disputando o Oscar com Colin Firth, poderia muito bem ter vencido sua segunda estatueta.

O Discurso do Rei ganhou o Oscar e foi vítima de iras descontroladas. O fato é que, mesmo que convencional, o filme de Tom Hooper está muito longe de ser o horror que os haters apontam. Sem falar que sua consagração nas premiações já era esperada.

Cisne Negro trouxe o Oscar para Natalie Portman, mas, acima de tudo, apresentou outro trabalho espetacular de direção de Darren Aronofsky. Ainda que não seja de quinta grandeza, o filme tem grandes méritos e um ato final impecável.

– A Árvore da Vida ganhou a Palma de Ouro em Cannes, mas foi um dos filmes mais controversos de 2011. O longa de Terrence Malick é curioso, transitando entre a beleza estética, poesia e monotonia com muita frequência. Difícil fazer definições.

– Todas as promessas foram cumpridas em Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2: um grande evento não apenas para os fãs da saga, que receberam o melhor desfecho possível, mas para os próprios cinéfilos, que conferiram o longa de maior êxito da série.

– A Pixar caiu na armadilha de continuações desnecessárias, perdeu seu posto em 2011 de melhor animação e deu espaço para outros trabalhos. Assim, Rio, de Carlos Saldanha, fez um grande sucesso e O Ursinho Pooh conquistou com sua nostalgia.

Planeta dos Macacos: A Origem pode ser um filme de verão qualquer, mas Andy Serkins faz a experiência valer muito a pena. Mais uma prova do grande talento desse subestimado ator que revoluciona o mundo da atuação.

– Lars Von Trier foi banido de Cannes, mas os cinéfilos de verdade deixaram as polêmicas do diretor de lado e reconheceram a excelência de Melancolia, o melhor filme de Lars, onde ele não apresenta sua habitual vontade de querer sempre chocar ou polemizar.

– Também foi o ano dos amigos que fazem sexo sem qualquer compromisso sentimental. Amor e Outras Drogas, Sexo Sem Compromisso e Amizade Colorida falam sobre esse assunto. Eles tentaram, mas não conseguiram escapar de obviedades – todos os filmes são previsíveis e repetitivos.

– A tragédia tem nome e ela vem de uma dupla especialista nesse assunto. Em Reféns, Nicolas Cage e Joel Schumacher superaram o limite da bagunça nesse filme que também tem a ajuda de Nicole Kidman, saída de uma indicação ao Oscar para uma completa bomba.

– Depois do mediano Abraços Partidos, Pedro Almodóvar voltou em grande estilo com o maravilhoso A Pele Que Habito. Ousado, original e surpreendente, o filme do espanhol se encaixa facilmente entre os melhores do ano.

– Mais sucesso para o cinema argentino. Não apenas no que se refere ao novo de Ricardo Darín, Um Conto Chinês, mas também ao excelente Medianeras: Buenos Aires na Era do Amor Virtual, um filme dinâmico, atual e cheio de bons destaques.

– O ano dos filmes que não precisavam ser exibidos em 3D. No meio de tantas produções que só quiseram arrancar dinheiro do espectador com a tecnologia, a cantora Kylie Minogue se destaca por ter feito uso magnífico do 3D com sua impressionante turnê de Aphrodite: Les Folies, exibida em circuito limitado nos cinemas brasileiros.

5 comentários em “Os altos e baixos de 2011

  1. Reinaldo, “O Discurso do Rei” estava entre os meus cinco favoritos…

    Victor, o meu favorito era “A Origem”.

    Luís, “Reféns” é horrível!

    Kamila, o que me marcou esse ano foi o número expressivo de grandes direções… Aronofsky, Almodóvar, Von Trier (lembrando que considero os lançamentos no circuito comercial brasileiro).

  2. Perfeita análise dos altos e baixos de 2011, Matheus. Acho que, até agora, não tivemos, realmente, um grande lançamento cinematográfico que tenha sido significativo…. Até agora, o grande filme do ano foi lançado em 2010, nos EUA (Cisne Negro). E, se dependesse de mim, o Javier Bardem teria vencido o Oscar de Melhor Ator. O Colin Firth venceu porque merecia ter ganho, já, em 2009, por “Direito de Amar” e perdeu, injustamente.

  3. Gostei da sua retrospectiva e concordo com praticamente tudo o que você comentou. Todos esses filmes realmente significam oq ue você disse – a exceção fica por conta de Melancolia, o qual ainda não vi.

    Acho que o que mais me perturbou – mais ainda do que Reféns – foi a quantidade de amigos metendo, digo,transando, no cinema. Tudo tão sem graça, tão repetitivo.

    Um abraço, Mateus.

  4. Uma boa retrospectiva Matheus! Discordo um pouco do amigo acima. Não acho que “O Discurso do Rei” fosse um dos mais fracos entre os 10, embora ache convencional demais a sua vitória. Ficaria com “Cisne Negro”, pra mim o grande filme do ano ainda. O mais contestável, no entanto, foi o prêmio para o Tom Hopper, esse sim muito aquém dos trabalhos de David Fincher e Darren Aronofsky. No mais, acho que o ano foi um tanto decepcionante. E acrescentaria como pontos positivos dois filmes nacionais que se destacaram, “Tropa de Elite 2” e “O Palhaço”, que dá indícios de que Selton Mello pode mesmo investir com sucesso como diretor.

    abs!!!

  5. Bons destaques Matheus. Concordo que “O discurso do rei” seja um bom filme, mas era inegavelmente um dos mais fracos entre os dez concorrentes… Mas não acho tão execrável assim sua vitória. Cannes está perdendo o pedigree (pelo terceiro ano seguido Veneza se mostrou melhor no line up e com decisões do júri tb melhores) e a opção por A árvore da vida ilustra bem isso.

    Abs

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