Os Muppets

We all agreed, celebrities aren’t people.

Direção: James Bobin

Elenco: Jason Segel, Amy Adams, Chris Cooper, Alan Arking, Jack Black, Emily Blunt, Whoopi Goldberg, John Krasinski, Zach Galifianakis, Jim Parsons, David Grohl, Selena Gomes. Com as vozes de: Steve Whitmire, Eric Jacobson, Dave Goelz, Bill Barretta, David Rudman, Matt Vogel, Peter Linz

The Muppets, EUA, Comédia, 98 minutos

Sinopse: Walter (voz de Peter Linz), fã dos Muppets, viaja junto com seus amigos Gary (Jason Segal) e Mary (Amy Adams) para Los Angeles. Lá, eles descobrem que Tex Richman (Chris Cooper) quer destruir o Muppet Theatre para explorar o petróleo que recém foi descoberto no local. O trio, então, devide salvar o lugar. Para tanto, reúnem mais uma vez os Muppets, com o objetivo de realizar um programa de TV que consiga arrecadação de dez milhões de dólares.

Algo que pode ser concluído com Os Muppets é que desenhos e filmes infantis estão dialogando tanto com as crianças quanto com os adultos. Se Up – Altas Aventuras tinha uma cena arrasadora sobre a brevidade de nossa existência e Toy Story 3 falava sobre as dores e felicidades de crescer, Os Muppets vem para mostrar que sempre é possível recuperar o passado e que nada está perdido para sempre – basta um puquinho de vontade e determinação para trazer tudo de volta ao presente. Ok, o filme de James Bobin é menos consistente e contundente na sua mensagem do que as animações da Pixar, mas nem por isso deixa de ter seus momentos especiais e, principalmente, de carisma – atribuídos quase que inteiramente aos espetaculares personagens.

É isso mesmo, Os Muppets é todo de Kermit, Piggy, Walter e cia. Sem eles, o filme não teria nem metade da graça que tem. Essa afirmação é baseada no fato de que a história vivida pelos icônicos personagens é óbvia, previsível e até mesmo boba. Incomoda muito a fragilidade da história, que parece ser aleatória, sem muita consistência. Qualquer situação é motivo para piadas ou para alguma trapalhada. É um fiapo de história conduzindo um filme que, em diversos momentos é até meio perdido (notem como as figuras de Jason Segel e Amy Adams alternam entre os papeis de figurante-entra-mudo-sai-calado e de destaque com tramas superficiais) e que, por diversas vezes, aposta em bobeiras: é aquele velho esquema onde um personagem fica o filme inteiro martelando outro para não esquecer de algo e este vai lá e… Esquece!

Ou seja, consistência não é algo que existe em Os Muppets. Só que, sinceramente, não dá para esperar isso de um filme que, claramente, quer ser um remember para o público que já está familiarizado com os personagens e, principalmente, uma diversão para conquistar a parcela infantil. Todas ferramentas de humor são usadas quase que exlusivamente para agradar as crianças – com uma ou outra referência diferente que elas sequer vão entender, como a de miss Piggy fazendo uma paródia de Anne Wintour e Emily Blunt reprisando seu papel de O Diabo Veste Prada como mais uma mal humorada secretária que lida com a chefe megera. Tudo bem básico e inocente, algo que também se reflete nas interpretações de Amy Adams (sempre a mocinha inocente e meiga) e Jason Segal (menos eficiente do que o protagonista deveria ser).

Só que os humanos são o que menos interessa. O show mesmo é dos muppets que conquistam não apenas por seus visuais simplistas, mas por suas personalidades. Figuras encantadoras que sustentam o filme e que, mais importante de tudo, tornam agradável um enredo que, se fosse mostrado em qualquer outro desenho corriqueiro, seria completamente aborrecido. É esse sentimento de nostalgia e de carinho despertado pelos muppets que tornam a experiência tão válida. Entrando no clima deles, conseguimos até encontrar emoção nas lições de moral. Os Muppets, por fim, é isso: leve, sem ousadias, plano e previsível. Mas agradável e inocente como poucas obras do gênero conseguem ser. Tudo isso com uma notável ajuda da ótima trilha sonora – sempre no ponto, transitando da comédia ao drama (sendo Pictures in My Head a minha favorita). Se, após 12 anos sem filme, os muppets queriam retornar, conseguiram esse feito com saldo positivo. Crianças e fãs dos personagens podem se dar por satisfeitos.

FILME: 8.0

NA PREMIAÇÃO 2011 DO CINEMA E ARGUMENTO:

2 comentários em “Os Muppets

  1. Quero tanto assistir a este filme! Parece mesmo ser ótimo! Só discordo dos seus comentários no twitter sobre a Amy Adams. Tudo bem ela sempre ser a mocinha inocente e meiga. Ela encarna bem esse estereótipo, mas ela sempre foge dele também. Ela sempre procura papeis mais desafiadores. Não é a toa que tem três indicações ao Oscar nos últimos 5 anos. E todas elas por papeis em que ela interpretou tipos bem diferentes.

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