As Aventuras de Tintim: O Segredo do Licorne

How’s your thirst for adventure, Captain?

Direção: Steven Spielberg

Elenco (performance capture): Jamie Bell, Andy Serkins, Daniel Craig, Toby Jones, Nick Frost, Simon Pegg, Daniel Mays, Gad Elmaleh, Tony Curran

The Adventures of Tintin, EUA, 2011, Animação

Sinopse: Tintim (Jamie Bell) é um jovem repórter, que está sempre atrás de boa matéria. Um dia, ele vê à venda na rua o modelo de um galeão antigo e resolve comprá-lo. Logo dois outros interessados o abordam, querendo adquirir o objeto, mas Tintim não o vende. Ele leva o galeão à sua casa, onde o coloca em destaque. Só que a entrada de um gato faz com que Milu, seu cachorro, o persiga dentro de casa e, por acidente, derrube o galeão. Ele fica danificado e um pequeno cilindro sai de seu interior, sem que Tintim perceba. Logo Tintim e Milu vão à biblioteca, onde tentam encontrar mais informações sobre o navio retratado no modelo. Ao retornar percebem que o galeão foi roubado. Tintim vai até a mansão recentemente comprada pelo doutor Sakharine (Daniel Craig), um dos interessados em comprar o modelo, mas nada descobre. Ao retornar ele encontra o cilindro e percebe que, dentro dele, há uma pista para um tesouro perdido. É o início de uma nova aventura, onde Tintim e Milu se juntam ao capitão Haddock (Andy Serkis) na disputa contra Sakharine para encontrar o tesouro. (Adoro Cinema)

Antes de ser uma animação, As Aventuras de Tintim: O Segredo de Licorne é um filme de aventura. Tal estilo não se refere apenas ao modo como Steven Spielberg dá vida ao personagem com planos e tomadas atípicas para um filme de animação, mas também ao estilo narrativo da trama. As Aventuras de Tintim requer a atenção do público, além de adotar um ritmo movimentado – o que, claro, não o classifica como uma animação convencional. Por isso mesmo, não se surpreenda caso crianças comecem a chorar na sua sessão ou caso os pais impacientes deixem a sala de cinema com os pequenos. O longa de Steven Spielberg não é mesmo para eles. Como filme solo, abandonando qualquer relação com as origens do protagonista, As Aventuras de Tintim, em termos narrativos e técnicos, poderia muito bem ser um filme live action – e só não o é porque, dessa forma, perderia parte do encanto nostálgico envolvendo o protagonista.

Certas escolhas de As Aventuras de Tintim não poderiam existir em um filme com pessoas de carne e osso. O humor, as situações absurdas e a ação imaginativa não teriam lugar em uma aventura de verdade – soaria falso, exagero e histérico. Tintim, portanto, apresenta-se assim para o público leigo, como uma animação com espírito de cinema live action mas que, ao mesmo tempo, seria impossível de ser contada em tal formato. O filme de Spielberg se beneficia justamente por encontrar na animação essa possibilidade de ser descontraído e quase ingênuo sem medo de errar. A diversão está garantida em personagens excêntricos e até mesmo naqueles cujo humor é previsível. A sensação agradável de que estamos assistindo a uma matinê também está ali presente, mostrando que Spielberg acertou no seu trabalho atrás das câmeras.

Produzido com a já conhecida técnica de performance capture, As Aventuras de Tintim impressiona pela qualidade dos detalhes. Em determinados momentos, parece que estamos diante de paisagens verdadeiras (notem, em especial, as cenas passadas no oceano), beneficiando-se, claro, das “locações” escolhidas por Spielberg para encenar a história. Por um outro lado, as expressões dos personagens ainda ficam devendo nesse aspecto. Falta, aqui, o impacto causado por Andy Serkins em Planeta dos Macacos: A Origem, por exemplo. Spielberg, entretanto, cumpriu sua missão e entregou um filme divertido, ainda que prolongado e com uma trama cheia de informações que não são amarradas com o devido impacto no final. Vale, enfim, por ser comandado por um diretor experiente. Nas mãos de outro qualquer, cairia na histeria.

FILME: 8.0

2 comentários em “As Aventuras de Tintim: O Segredo do Licorne

  1. Se tiver como comparar as duas produções de Spielberg desse ano, fico com essa (detestei ver “War horse” indicado a melhor filme, aff) – além de divertido, cativante … Tintin é uma superprodução, belissima trilha sonora, e contado da forma que deveria! Adorei!

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