O Homem Que Mudou o Jogo

You think losing is fun?

Direção: Bennett Miller

Elenco: Brad Pitt, Jonah Hill, Philip Seymour Hoffman, Robin Wright, Chris Pratt, Stephen Bishop, Brent Jennings, Ken Medlock, Tammy Blanchard

Moneyball, EUA, 2011, Drama, 133 minutos

Sinopse: Billy Beane (Brad Pitt) falhou na sua tentativa em ser jogador de beisebol. Agora, ele é o gerente do time Oakland A’s, que está na última colocação do campeonato. Determinado a reverter essa desesperançosa situação, Billy toma medidas arriscadas e que não conquistam a simpatia de toda a equipe. Com a ajuda de Peter Brant (Jonah Hill), um economista que o ajuda a administrar as escolhas da equipe baseada em estatísticas de computador, ele decide provar que nem sempre o beisebol é um jogo de cartas marcadas.

Dos Estados Unidos para os Estados Unidos. Assim é O Homem Que Mudou o Jogo, do diretor Bennett Miller, cujo último trabalho no cinema foi há cinco anos, com o bem sucedido Capote. Agora, ao contrário de seu longa anterior, Miller realiza um filme bem limitado, em função, claro, de sua temática: beisebol. Enraizado na cultura estado-unidense, o esporte não é particularmente interessante (e o cinema nunca fez muita questão de explicar como ele funciona), mas é sucesso inquestionável na terra do tio Sam. Assim, O Homem Que Mudou o Jogo é extremamente segmentado por contar uma história local e que dificilmente consegue empolgar quem não é familiarizado com beisebol. Complicando a situação, o enredo também é baseado em fatos reais (incluindo times, jogadores, etc), o que destina ainda mais o seu conteúdo ao público estado-unidense.

O Homem Que Mudou o Jogo não reverte a situação: beisebol continua sendo um esporte sem atrativos e, pelo menos através do filme, o público continua sem entender a lógica do esporte, confirmando a ideia do diretor de falar com um público específico. Por sorte, ele não está tão interessado em mostrar partidas de beisebol, mas sim em fazer um retrato de como funcionam os bastidores, desde a negociação de atletas até a importância de não supervalorizar alguém só por causa de um nome famoso. E O Homem Que Mudou o Jogo, título brasileiro explicativo demais, constrói sua trama a partir dessa proposta: a de mostrar como Billy Beane (Brad Pitt) conseguiu reverter a desesperançosa situação do time Oakland A’s, último colocado do campeonato, somente agindo pelos bastidores – seja na negociação jogadores ou persuadindo colegas a abraçar medidas ousadas para alcançar o sucesso.

Limitado na temática mas não tanto na forma como apresenta os dilemas dos personagens, o novo trabalho de Bennett Miller consegue manter bom resultado mesmo sendo tão segmentado. O principal problema do filme (mais do que seu assunto) é a duração. Claramente repetitivo em diversas passagens, O Homem Que Mudou o Jogo precisava de uma narrativa mais enxuta e que conseguisse resumir tantas situações semelhantes. Com isso, teríamos não só um filme mais instigante do ponto de vista da batalha do protagonista para salvar seu time, mas também um melhor aproveitamento de questões que se perdem ao longo de várias repetições, como o relacionamento do protagonista com a filha (todas as cenas com a menina são especiais, dignas de mais destaque) e sua carreira fracassada como jogador. No final, não é só o beisebol que impede o filme de ser empolgante, mas também o modo como demora tanto para contar fatos que poderiam ser mais objetivos.

FILME: 7.5

4 comentários em “O Homem Que Mudou o Jogo

  1. Trama envolvente, personagens no auge da real vida humana. O Homem Que Mudou o Jogo é denúncia e aula ao mesmo tempo. Mostra uma das natas realidades que está na cara, mas ninguém vê. Porém, tem o dom de orientar que sentença verdadeira não excluir o esporte e a emoção de sua vida, e, sim, encontrar a maneira sensata de fazer algo onde será possível até vitórias extraordinárias, como fazer gregos e troianos se agradarem com o mesmo fato.

  2. Embora baseado em fatos reais, lembra muito o filme Desafiando Gigantes (Face your giants). Acho q o tema liderança poderia ser mais bem explorado pelo protagonista, uma vez que a questão da superação permeia boa parte do filme. Por curiosidade, aprendi as regras do jogo em 15 minutos de leitura. Se o tivesse feito antes, teria compreendido melhor algumas cenas. Brad e Hill estiveram impecáveis. A cantora mirim eh uma joia preciosa. Gostei muito dos temas inovação e estratégia!

    • Embora baseado em fatos reais, lembra muito o filme Desafiando Gigantes (Face your giants). Acho q o tema liderança poderia ter sido mais bem explorado pelo protagonista, uma vez que a questão da superação permeia boa parte do filme. Por curiosidade, aprendi as regras do jogo em 15 minutos de leitura. Se o tivesse feito antes, teria compreendido melhor algumas cenas. Brad e Hill estiveram impecáveis. A cantora mirim eh uma joia preciosa. Gostei muito dos temas inovação, estratégia e valorização das qualidades das pessoas para uma determinada finalidade.

  3. Brenno, assim como você, muitos dizem que o filme tem suas complexidades e denúncias. Eu, no entanto, não vejo dessa maneira. Ao meu ver, “O Homem Que Mudou o Jogo” é um filme sobre beisebol. E só.

    Sergio, a filha do Brad Pitt, no filme, é ótima. Já estava de olho nela desde quando assistia ao seriado “Brothers & Sisters”.

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