Prometheus

How far would you go to get your answers?

Direção: Ridley Scott

Roteiro: Jon Spaihts e Damon Lindelof

Elenco: Noomi Rapace, Michael Fassbender, Charlize Theron, Idris Elba, Guy Pearce, Sean Harris, Logan Marshall-Green, Rafe Spall, Emun Elliott, Kate Dickie

EUA, 2012, Ficção Científica, 124 minutos

Sinopse: Uma equipe de exploradores descobre novos indícios sobre as origens da humanidade na Terra, levando-os a uma aventura impressionante pelas partes mais sombrias do universo. Eles deverão vencer uma batalha cruel para salvar o futuro da raça humana. O nome do filme, Prometheus, é também o nome da aeronave utilizada por um grupo seleto de pessoas para investigar os fragmentos do “DNA alienígena”. (Adoro Cinema)

Ridley Scott não mexia com o mundo da ficção científica desde os anos 1980, quando realizou filmes visionários e marcantes como Blade Runner – O Caçador de Androides Alien – O Oitavo Passageiro. Durante esse hiato, o diretor parece ter desperdiçado suas ideias em filmes que não davam uma linha consistente a sua carreira. Claro que existem importantes exceções (e o maravilhoso Thelma & Louise é a maior delas), mas se formos olhar atentamente ao que ele realizou mais especificamente nos últimos anos, podemos encontrar produções datadas (Cruzada), inexpressivas (Um Bom Ano) e bastante decepcionantes (Hannibal). Esse potencial até então diluído do diretor agora ganha chance em Prometheus, que marca retorno de Scott ao mundo da ficção científica. E, mesmo que esteja longe de representar um de seus momentos superlativos, consegue, facilmente, ser o mais interessante em muitos últimos anos.

Prometheus foi originalmente pensado para ser um prequel de Alien – O Oitavo Passageiro, mas, depois, foi realizado como uma obra inteiramente original. E não estranhe se você vê-lo como, de fato, um prequel de Alien. Isso porque Prometheus, passado em um universo muito semelhante ao do filme original e com referências a ele, traz vários dos elementos que fizeram Scott alcançar sucesso com essa história que, posteriormente, teve três outros longas e algumas bobagens aleatórias como Alien vs. Predador. Agora, em uma época completamente diferente, o diretor, de certa forma, retorna a esse mundo. E o resultado é extremamente interessante em vários sentidos. A verdade, porém, é que Prometheus traz os tradicionais pontos positivos e negativos dos blockbusters da atualidade.

O que devemos afirmar, indiscutivelmente, é que, apesar da média de qualidade dos filmes de hoje, o cinema nunca viveu uma época tão cheia de perfeição em termos de tecnologia. Ciente disso, Prometheus usa e abusa de tudo o que os efeitos visuais podem oferecer a favor de uma história. Logo na primeira cena já somos brindados com uma ótima introdução cheia de impacto visual e, ao longo do filme a estética fica ainda mais avassaladora. Os efeitos cumprem a sua missão não só de trazer impacto para aquele mundo, mas também de tornar tudo palpável, próximo da realidade. O visual de Prometheus é impecável: parece que nada foi criado em computador e que tudo aquilo que se constrói na tela existia mesmo durante as gravações. Tudo isso torna a experiência um verdadeiro deleite visual, digno de ser conferido na maior tela possível. E tela de cinema, pois metade das impressões deixadas por Prometheus serão perdidas em home video.

Ok, o filme de Ridley Scott impressiona na construção visual de seu mundo e é uma excelente pedida para quem gosta de ir ao cinema para sentir-se impressionado com elementos técnicos. Mas agora vamos aos fatos que quase colocam Prometheus no lugar-comum dos blockbusters: o roteiro. Assim como James Cameron, Scott prefere apostar na habilidade de transmitir emoções através do trabalho audiovisual. Por isso, se analisado individualmente, o roteiro da dupla Jon Spaihts e Damon Lindelof fica devendo em muitos aspectos: os personagens não são devidamente aprofundados, a história demora a engrenar, as discussões propostas não são consistentes como poderiam ser e a trama ainda cai na necessidade de sempre ter sempre um antagonista (no caso, a personagem vivida por Charlize Theron, completamente avulsa deslocada). Assim, parece que falta algo em Prometheus: talvez algo mais complexo e menos dispersivo, já que, em certos momentos, parece que a história se resume ao mero relato de uma expedição.

Em contrapartida a todos os elementos negativos, a boa notícia é que Prometheus não é uma exploração. Bem pelo contrário: os méritos visuais e, por que não, sensoriais do longa são tão interessantes que os pontos positivos acabam compensando os negativos. O filme cumpre sua missão de entreter o espectador, fazendo com que ele fique não só impressionado com tantos elementos visuais mas também com o coração na mão em momentos de tirar o fôlego, como aquele em que acontece uma tensa cesariana ou quando uma gigantesca tempestade atinge o ambiente onde estão os personagens. Com tudo isso a favor da história, a falta de uma linha dramática definida ou a incompletude de certas intenções de Prometheus pouco vão atrapalhar essa experiência que merece ser vista em tela grande. Sorte ou não, dessa vez os pontos positivos venceram.

FILME: 8.0

5 comentários em “Prometheus

  1. É vamos aceitar que a historia é um pouco + ou -. Mas a tecnologia usada impressiona e muita, é o que mas chama a atenção são os efeitos e nao a historia em si.

  2. Luís, se puder, confira “Prometheus” no cinema. É o formato que ele merece!

    Kamila, também não achei o roteiro lá essas coisas. Mas, para mim, a parte técnica compensou!

    Clóvis, “Prometheus” compriu minhas expectativas, já que nunca esperei grande coisa do resultado…

  3. Reitero o que a Kamila disse. A técnica do filme é assombrosa, mas o roteiro fica devendo na construção dos personagens e na estruturação da história. E dentre o elenco, somente a atuação do Fassbender impressiona. “Prometheus” ficou prometendo mesmo…

  4. Do ponto de vista técnico, “Prometheus” é um grande filme, mas acho que o longa peca – e muito – no roteiro, que constroi mal os personagens (vide o caso de Charlize Theron) e que nunca oferece as respostas às muitas perguntas que são lançadas no decorrer da trama. Uma pena! Porque “Prometheus” prometia, e muito…

  5. Estou ansiosíssimo para assistir a esse filme, honestamente. Só acho uma pena que não o poderei ver nos cinemas, já que já estreou aqui e inclusive já saiu de cartaz. Anseio por vê-lo logo.

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