Na Terra de Amor e Ódio

Direção: Angelina Jolie

Roteiro: Angelina Jolie

Elenco: Zana Marjanovic, Goran Kostic, Rade Serbedzija, Nikola Djuricko, Dzana Pinjo, Goran Jevtic, Alma Terzic, Boris Ler, Fedja Stukan, Ermin Bravo

EUA, 2011, Drama, 127 minutos

Sinopse: A história de amor entre um sérvio e uma muçulmana bósnia, que se conheceram pouco antes do início da Guerra da Iuguslávia. O conflito faz com que fiquem em lados opostos, dificultando ainda mais o relacionamento. (Adoro Cinema)

Não basta Angelina Jolie ser o arraso de mulher que é. Não basta Angelina Jolie formar com Brad Pitt o casal mais invejado de Hollywood. Não basta Angelina Jolie ter um (questionável) Oscar de atriz coadjuvante em casa. Não basta Angelina Jolie ser uma ativista. Não. Angelina Jolie precisa ser uma ambiciosa diretora. E o pior de tudo: não só diretora, mas também produtora e roteirista. Aliás, só o nome dela consegue explicar a existência de Na Terra de Amor e Ódio, um filme de elenco desconhecido sobre um amor proibido que tem como pano de fundo o entrave entre muçulmanos e bósnios na Guerra Civil Iugoslava.

O que mais impressiona (no sentido negativo, claro), em Na Terra de Amor e Ódio, é a total incapacidade de Angelina Jolie de conseguir contar uma história. Fica muito claro, ao longo do filme, a indecisão da “diretora” e “roteirista”: ela simplesmente não sabe se deve dar mais atenção ao relacionamento proibido dos protagonistas ou aos conflitos políticos e sociais que os impedem de viver tal paixão. Por isso, fica um impasse muito incômodo no filme entre essas duas abordagens que simplesmente não conseguem envolver o espectador da devida maneira ao longo de duas cansativas horas de duração.

Se a pobre comunicação entre as duas histórias contadas por Na Terra de Amor e Ódio não é o suficiente, o roteiro ainda falha em tornar interessante pelo menos uma das duas abordagens. Não conseguimos nos envolver com nada do que é apresentado porque tudo é mal aprofundado. No que se refere ao relacionamento dos protagonistas, nunca conseguimos conhecer bem os personagens e muito menos o que motiva tal paixão. Na questão da guerra, é desleixado ao situar o espectador leigo. Terminando sem muitos efeitos, só causa impacto dramático quando mostra homens torturando mulheres (o que, óbvio, não é um bom sinal).

Apesar de, na direção, Jolie não ser esteticamente frouxa como Phyllida Lloyd, por exemplo, seu maior erro é ter feito esse roteiro extremamente problemático. Ainda sem previsão de lançamento no Brasil, Na Terra de Amor e Ódio tem um ritmo sonolento que desafia o espectador a não dormir. Ou seja, a história tem pouco a dizer e ainda se arrasta para mostrar alguma coisa. Com tudo isso, o filme termina como um capricho da atriz, que comete o maior pecado de todos: realizar um filme chato. E, como sempre costumo dizer, é muito melhor um filme ser ruim (mas de tortura rápida) do que uma monotonia infinita. Fica para a próxima, Jolie!

FILME: 3.5

2 comentários em “Na Terra de Amor e Ódio

  1. Sinceramente, tenho medo desse filme. Uma coisa é você querer contar uma história interessante e filantrópica sobre refugidos de guerra civil, outra bem diferente é ter talento para isso.

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