CLOSE 2012: Panorama – Curtas Internacionais

ALLE WERDEN, de Pierre Baumbgartner: Curta suíço que mostra o relacionamento de dois homens que se conhecem em um encontro de amigos. A partir da primeira noite juntos, passam a se encontrar, combinar idas a shows e praticar esportes. O problema é que as diferentes percepções deles sobre esses encontros pode atrapalhar a vida de um… Alle Werden não tem melodramas, aposta na sobriedade (o que pode ser confundido com frieza por quem não conhece o cinema europeu) e se propõe apenas a observar a relação entre os personagens, sem fazer com que o espectador tome partido por um deles.

OUT OF BOUNDS, de Nicholas Paul Ybarra: Mostra um momento complicado na vida de qualquer homossexual: aquele em que chega a hora de se assumir para a família. Mas Out of Bounds também mostra o antes e o depois, desde quando é preciso mentir para sustentar as aparências até quando chega a hora de enfrentar a falta de aceitação. E tudo isso a partir da história de amor entre duas garotas. O curta consegue ser diferente por apresentar uma outra abordagem, da situação (normalmente, filmes só retratam esse processo na vida de meninos), mas o diretor Nicholas Paul Ybarra romantiza e vitimiza a situação mais do que deveria, quase flertando com uma mera panfletagem do tema.

WHAT DO YOU KNOW?, de Ellen Brodsky: A ideia não poderia ser mais curiosa: colocar crianças para falar sobre gays e lésbicas. Em um ambiente escolar, elas falam sobre a primeira vez que ouviram tais palavras, o que lhes foi ensinado, o que consideram ser “gay” e tantos outros assuntos que ganham a habitual sinceridade que está presente na infância. Ver crianças falando sobre o tema é, no mínimo, instigante, e a estrutura extremamente televisiva (o curta parece mais um especial para um programa de variedades) não chega a atrapalhar essa iniciativa que levanta uma importante questão: em que momento da vida o ser humano começa a se tornar preconceituoso e intolerante?

TEENS LIKE PHIL, de Dominic Rosler e David Rosler: Abordando as dificuldades de um jovem gay no ambiente escolar, Teens Like Phil, ao encenar sua história na era Facebook, derrapa em alguns estereótipos, principalmente no que se refere ao bullying e à solidão do protagonista. Porém, os diretores Dominic e David Rosler não se deixam levar por maiores dramalhões, criando uma história que também passeia pela sutileza de uma primeira experiência homossexual (mostrada através de uma redação que o protagonista precisa fazer sobre um fato que mudou sua vida) e pela sensação de não pertencimento dentro do ambiente familiar. Destaque para as narrações que falam muito sobre a aceitação de qualquer sexualidade.

IT’S CONSUMING ME, de Kai Stãnicke: Quem lembra do curta estrelado por Natalie Portman em Paris, Te Amo, certamente vai relacioná-lo com essa produção alemã chamada It’s Consuming Me, que segue a mesma proposta: mostrar os altos e baixos de um relacionamento (e, aqui, um entre dois homens, claro, seguindo a proposta do CLOSE) com uma narrativa ágil, também, guiada por uma narração em off de mesmo ritmo. E, por mais que o recurso não seja tão original, é impressionante como continua extremamente eficiente. São três minutos fascinantes e que, como toda boa história objetiva, consegue dizer em pouco tempo tudo aquilo que muitos longas não conseguem dizer em quase duas horas.

* Curtas conferidos na cobertura do CLOSE 2012

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