Três atores, três filmes… com Luíza Cerioli

luizatresQuando convidei a Luíza para participar do Três atores, três filmes, tinha certeza que receberia uma lista de respeito. E eu não estava errado! Mais do que isso, além da lista ser realmente ótima, me identifico bastante não só com as escolhas da Luíza para esse post, mas também com as preferências cinematográficas dela como um todo – o que só me deixa ainda mais contente de tê-la participando dessa seção. Dos semestres que fomos colegas em um curso de inglês aos papos que tivemos posteriormente, concordamos bastante quando o assunto é cinema. Portanto, fiquem abaixo com a lista e os comentários igualmente excelentes da Luíza, que traz duas divas de épocas bastante distintas em momentos muito emblemáticos de suas respectivas carreiras e um ator cuja performance escolhida representa a verdadeira era de ouro de sua carreira.

Nicole Kidman  (Moulin Rouge! – Amor em Vermelho)

Moulin Rouge! está no topo da lista dos meus filmes favoritos. Não só porque amo musicais e considero esse filme um marco definidor do que é o estilo musical moderno, mas porque é a obra mais genial de Baz Luhrmann. É genial nos detalhes: na oposição do satânico (Satine), vermelho e sensual, ao cristão (Christian), azul e inocente; na composição das músicas; no figurino; no cenário; nas coreografias… O grande destaque é a Satine de Nicole (como minha singela homenagem, esse é o nome da minha gata): um personagem que podia ter sido facilmente transformado em caricatural e que, a meu ver, pôde, nas mãos de Nicole, ser habilmente dosado. A personagem é extravagante quando precisa ser, sensual, cômica ou romântica e, ao chegar ao último ato do filme, a mutação da personagem nos parece extremamente natural e condizente. Além disso, como não derreter com a voz de choro de Nicole cantando “Come What May” ? Nicole está totalmente confortável nesse papel, dominando todas as cenas em que aparece. Depois de Moulin Rouge!, mesmo com filmes péssimos em seu currículo, Nicole é minha eterna musa. Até hoje não aceito o Oscar da Halle Berry aquele ano…

Bette Davis (O Que Terá Acontecido a Baby Jane?)

Sim, tenho uma queda por musas. Dificil foi decidir entre A Malvada ou Baby Jane. Fico com Baby Jane exatamente porque esse papel exige um abandono do conceito de musa. Baby Jane é, no final das contas, uma personagem extremamente frágil e desequilibrada, que não consegue lidar com a culpa e muito menos com o fracasso. Não é fácil fazer uma batalha de egos com Joan Crawford, mas, na minha singela opinião, Davis ganha fácil: suas risadas maquiavélicas, seu desespero ao se encarar no espelho, seu desligamento da realidade ao cantar “i’ve writen a letter to daddy”, toda cheia daquela maquiagem detestável… Davis está fantástica! E como não se arrepiar no fim? O filme é extremamente psicológico, com um final genial (é difícil lembrar um thriller que tenha um final tão inesperado como esse) e digno de milhões de análises sobre as duas personagens: que fim levaram? Quem realmente era a bandida da história? E, sim, também me pergunto o que terá acontecido com o Oscar de Baby Jane…

Tom Hanks (Forrest Gump – O Contador de Histórias)

Podem falar o que quiser: Tom Hanks é clichê, Forrest Gump é chichê, etc e tal… Mas, como não pensar que é vida é uma caixinha de chocolates ou que podemos fazer qualquer coisa com camarões? Como não sorrir ao se lembrar de Bubba e da Mamma? E de uma das trilhas sonoras mais perfeitas da face da terra? Tudo isso não seria o mesmo se não tivesse o então magrinho Tom Hanks nos guiando por toda uma historia incrível desse personagem meio abobado, mas que soube realmente o que é amar. Além, que realmente viveu a época mais intensa dos EUA: guerra da Coreia, segregação racial, a contracultura, as drogas, a AIDS… E a palavra que define a atuação de Hanks nesse filme é singeleza. Se pararmos para pensar, é incrível como um filme consegue lidar com tantos tópicos tão intensos como esse e terminar com um Forest emocionado, sorridente, doce, colocando seu pequeno no ônibus para a escola? 

3 comentários em “Três atores, três filmes… com Luíza Cerioli

  1. Kamila, lista maravilhosa!

    Júlia, eu não daria o Oscar para a Nicole naquele ano… Para mim, a grande injustiça foi o Ewan McGregor não ter sido indicado!

  2. Excelente escolha de atores.
    Também adoro Nicole em Moulin Rouge, e concordo que ela deveria ter sido premiada aquele ano.
    Bette Davis é maravilhosa, uma das melhores. Baby Jane é maravilhoso mas acho complicado dizer quem está melhor ela ou a Joan Crawford, ambas estão muito bem no contexto geral que suas personagens exigem. Mas o Oscar da Anne Bancroft foi merecido.
    Tom Hanks, Forrest Gump :x Odeio Forrest Gump, mas gosto do Hanks aqui, rss. Mas por ter sido premiado no ano anterior poderiam ter premiado outro ator naquele ano.

  3. Excelentes as escolhas de atores e, mais ainda, de filmes! A Luíza Cerioli está de parabéns!!!

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