Três atores, três filmes… com Alex Gonçalves

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Das relações que estabeleci quando passei a fazer parte do mundo de blogueiros cinéfilos, uma das que mais me marcou foi certamente a do Alex Gonçalves. Como ele bem comentou quando me convidou para participar da seção Os Cinco Filmes Prediletos, do Cine Resenhas (blog atualizado com afinco e personalidade por ele), nos conhecemos ainda nos tempos de Orkut, quando defendíamos ferrenhamente o filme A Vila, do hoje fracassado M. Night Shyamalan. Com o tempo, descobrimos que nossos gostos cinematográficos não são lá tão parecidos, mas permanecemos firmes e fortes nesse mundo blogueiro onde tanta gente vai e vem. Acompanhamos a trajetória um do outro nesse meio – o que é muito legal! E, quando pedi ao Alex para participar do Três atores, três filmes, tinha uma certa ideia das escolhas que viriam. Acertei duas delas! Como sempre, ele justifica sua lista com uma admirável argumentação. Uma satisfação tê-lo participando aqui. Fiquem abaixo, então, com as escolhas do Alex!

Anthony Hopkins (O Silêncio dos Inocentes)
Melhor suspense criminal que o cinema já produziu, O Silêncio dos Inocentes é notável porque vai além da maestria com que conduz a busca pelo assassino em série Buffalo Bill. O elemento que verdadeiramente nos prende ao filme (e que Jonathan Demme perceberia de antemão ao dirigi-lo) é a interação entre a agente em formação Clarice Starling e Hannibal Lecter, doutor e canibal há anos enclausurado em uma prisão de alta segurança que a auxiliará a traçar o perfil de Buffalo Bill. Em algumas entrevistas posteriores ao filme, Anthony Hopkins assumiu que pressentia que a indicação ao Oscar pelo papel se converteria em vitória. Porém, o que o ator provavelmente não imaginou foi a popularidade que atingiria como Hannibal Lecter, um dos mais fascinantes personagens do cinema. Através de uma composição meticulosa, que funde elegância e perigo, Hannibal parece se comunicar conosco ao encarar a câmera de Demme. Em seu último encontro com Clarice Starling, atinge nosso âmago ao agradecê-la por contar o episódio que a marcou na infância e a motiva a capturar Buffalo Bill.

Nicole Kidman (Os Outros)
A australiana Nicole Kidman é uma das poucas profissionais do cinema que não deixa indícios de que estamos diante de uma mera atriz e sim de uma mulher capaz de desaparecer em inúmeras personagens. Nicole Kidman pode incorporar tanto figuras reais, como escritora Virginia Woolf, a fotógrafa Diane Arbus e a jornalista Martha Gellhorn, quanto criações da própria ficção, como a bruxa Gillian Owens e uma heroína romântica de Henry James, Isabel Archer. Porém, o momento em que fiquei fascinado por Nicole Kidman pela primeira vez veio como Grace Stewart, a personagem central de Os Outros. Em um filme em que a escuridão é o refúgio e a luz é a inimiga, Nicole processa como Grace todas as dúvidas e temores que a acompanham diante dos obscuros eventos da história. Assim como Grace, somos seres humanos a todo o instante desorientados com as nossas próprias crenças e com a linha tênue entre a vida e a morte. Não estranhe se o nome Grace e o sobrenome Stewart remeterem aos protagonistas de Janela Indiscreta, Grace Kelly e James Stewart. Se estivesse vivo, Alfred Hitchcock, assim como nós, teria caído de amores por Nicole Kidman.

Sigourney Weaver (quadriologia Alien)
Na minha infância e adolescência, muitos amigos estranhavam quando apontava a Tenente Ellen Ripley como o meu “herói” favorito. É hábito considerar para este título personagens das histórias em quadrinhos, como o Superman e o Homem-Aranha. Pois, para mim, eles não passam de criaturas insossas, quase ordinárias. Feita por Sigourney Weaver, Ellen Ripley só se tornou protagonista de Alien – O Oitavo Passageiro em sua meia hora final. Adquiriu mais espaço e bravura nos três capítulos seguintes da franquia Alien. É o papel que toda atriz do mundo desejaria desempenhar. Ripley jamais é amedrontada pelos homens, mas não perde sua feminilidade quando precisa assumir o papel de mãe de uma garotinha (Aliens – O Resgate) ou ter compaixão por suas versões defeituosas (Alien – A Ressurreição). Sigourney Weaver já atingiu meu coração em muitas ocasiões: quem viu filmes como Nas Montanhas dos Gorilas, A Morte e a Donzela, O Mapa do Mundo e Orações Para Bobby sabe que ela é uma das maiores bênçãos do cinema. No entanto, o nosso primeiro herói a gente nunca esquece.

3 comentários em “Três atores, três filmes… com Alex Gonçalves

  1. Pingback: No Cinema e Argumento: Três Atores, Três Filmes | Cine Resenhas

  2. O Alex tinha que escolher a Nicole Kidman. Essa é a atriz favorita dele, abertamente. No mais, gosto muito também do Anthony Hopkins e da Sigourney Weaver.

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