Melhores de 2013 – Roteiro Adaptado

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Um belo filme sobre crescer e amadurecer, Azul é a Cor Mais Quente tem um roteiro que sabe exatamente como mostrar essa evolução: se utilizando da devida calma para fazer o espectador refletir sobre como cada pequeno momento da vida é capaz molda a nova pessoa que vamos nos tornando dia após dia. Baseado na HQ Le Bleu est une Couleur Chaude, o roteiro adaptado pelo diretor Abdellatif Kechiche em parceria com Ghalia Lacroix é menos sobre a descoberta da homossexualidade e mais sobre desbravar cada etapa da vida, da inevitável necessidade de achar um talento próprio ao precioso prazer de finalmente se conectar afetivamente a alguém. Mesmo com quase três horas de duração, Azul é a Cor Mais Quente nunca cansa e é um verdadeiro mergulho nas felicidades e angústias de uma protagonista em plena transformação. Todas elas desenvolvidas com impecável sutileza pelo roteiro de Kechiche e Lacroix.

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OUTROS INDICADOS:

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Mostrando que o simples drama familiar ainda pode ser muito envolvente, o roteiro de Álbum de Família explora diversos personagens com o devido destaque / Ferrugem e Osso é uma bela história de amor que não cai no melodrama graças também ao ótimo roteiro de Jacques Audiard e Thomas Bidegain / O texto de O Lugar Onde Tudo Termina sabe conduzir com grande precisão três histórias diferentes, mas também interligá-las mostrando como gerações se influenciam / Um dos longas mais sensíveis de 2013, As Sessões tem momentos emocionantes graças à sutileza com que seu roteiro lida com questões bastante delicadas.

EM ANOS ANTERIORES: 2012 – Precisamos Falar Sobre o Kevin | 2011 – A Pele Que Habito | 2010 – Direito de Amar | 2009 – Dúvida | 2008 – Desejo e Reparação | 2007 – Notas Sobre Um Escândalo

Um comentário em “Melhores de 2013 – Roteiro Adaptado

  1. Obrigado Julie Maroh por nos premiar com essa HQ Le Bleu est une Couleur Chaude que deu origem a essa adaptação maravilhosa do filme “a vida de Adele”. Parabéns Abdellatif Kechiche,Lea Seydoux e Adéle Exarchopoulus por representar tão bem essa obra de Julie Maroh dando vida aos personagens com uma competência impessionante digna da merecidíssima palma de ouro de cannes e sem dúvida revolucionando o cinema moderno.

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