Melhores de 2013 – Ator

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O ano era fortíssimo para os atores no Oscar 2013, mas não deveria haver nem abertura para discussão: Joaquin Phoenix era, de fato, o dono da grande interpretação entre os cinco concorrentes. Ele está um verdadeiro furacão neste difícil O Mestre. Mas excetuando os aspectos do filme que podem afastar várias plateias, é impossível não reconhecer toda a excelência do desempenho de Phoenix, que mais uma vez mostra sua grande versatilidade (e agora em 2014 ainda surgiu todo introspectivo e sensível em Ela!). Ao lado de Philip Seymour Hoffman, ele impressiona como o problemático Freddie Quell, construindo um personagem não apenas complexo e difícil em seus conflitos interiores, mas também na própria forma como ele se apresenta: percebam como Quell parece um sujeito cujas sequelas também se estenderam ao seu corpo magérrimo e quase corcunda. Com cenas simplesmente espetaculares, uma força irrepreensível e uma sintonia impecável com Hoffman, Phoenix apresenta em O Mestre aquela que é a melhor atuação de sua carreira até o momento.

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OUTROS INDICADOS:

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BRADLEY COOPER (O Lado Bom da Vida)

Vivemos tempos em que os galãs cada vez mais quebram paradigmas e provam que, além da beleza, são sim bons atores. Se Leonardo DiCaprio já fez isso há anos e Matthew McCounaghey teve recentemente seu grande momento com Clube de Compras Dallas, não podemos esquecer também de Bradley Cooper. Pode até ser que Jennifer Lawrence tenha levado todas as honrarias, mas é Cooper quem comanda O Lado Bom da Vida – tanto em termos de tempo em tela quanto de talento. Como o bipolar Pat, ele surpreende em um elenco que inclui não só Lawrence, a estrela do momento, mas também Robert De Niro e Jacki Weaver. Cooper convence sem exagerar (o que poderia facilmente acontecer, dada a personalidade do personagem) e acerta em todas as pequenas construções.

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DANIEL DAY-LEWIS (Lincoln)

Quando ganhou o Oscar de melhor ator por Lincoln, Daniel Day-Lewis brincou que Meryl Streep era a primeira opção de Spielberg para o filme – e que ele tinha sido originalmente chamado para interpretar Margaret Thatcher em A Dama de Ferro. Se os dois atores ganharam seus terceiros Oscars mais pelo chamariz de papeis biográficos, também venceram porque são monstros da atuação que voltaram a provar que nada é impossível para eles. Day-Lewis dispensa comentários e pode até ser que Lincoln não seja o papel que lhe dê mais chances de criações dramáticas, mas vê-lo em cena é sempre um show que vai além da mera reprodução de sotaques e trejeitos. No filme de Spielberg, claro, não é diferente.

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HUGH JACKMAN (Os Miseráveis)

Hugh Jackman nasceu para viver o sofrido Jean Valjean de Os Miseráveis. Seu talento como cantor já havia sido provado anos atrás, quando ele foi apresentador do Oscar, mas poucas vezes Jackman mostrou pleno domínio de um personagem que atravessa anos tentando viver uma vida normal após ter se libertado da prisão. Não é só na voz, na linguagem corporal e nos benefícios que tira de uma maquiagem que o ator impressiona. Isso porque o filme nem completa 15 minutos e Jackman já tem um momento épico, quando seu personagem canta Valjean’s Soliloquy exorcizando todos os demônios pessoais em uma crescente sequência onde vai da sutileza às lágrimas incontroláveis. Certamente um marco para a sua carreira.

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JOHN HAWKES (As Sessões)

John Hawkes não é o ator que você vê fora das câmeras e identifica com facilidade. Ele não tem um rosto marcante, o que é um grande ponto a favor de seu inegável talento. É fácil o ator desaparecer em personagens completamente diferentes. Mas resumir seu desempenho em As Sessões somente a essa sua metamorfose é deixar passar outros pontos positivos de sua criação. Como Mark O’Brien, poeta que não mexe uma parte do corpo do pescoço para baixo, ele esbanjou sutileza em uma atuação bastante carinhosa e tocante. É impossível não gostar do personagem e não se envolver com suas crenças e dilemas. Hawkes ainda forma uma bela dupla com a igualmente bem sucedida Helen Hunt, que o acompanha em discrição e afeto. Um pequeno grande desempenho.

EM ANOS ANTERIORES: 2012 – Rodrigo Santoro (Heleno) | 2011 – Colin Firth (O Discurso do Rei| 2010 – Colin Firth (Direito de Amar| 2009 – Sean Penn (Milk – A Voz da Igualdade| 2008 – Daniel Day-Lewis (Sangue Negro| 2007 – Forest Whitaker (O Último Rei da Escócia)

2 comentários em “Melhores de 2013 – Ator

  1. Assisti aos seus cinco indicados, mas discordo da sua escolha de vencedor, apesar de achar esta sua categoria bem difícil. Meu voto vai para Hugh Jackman, numa atuação maravilhosa e sensacional em “Os Miseráveis”.

  2. Kamila, Joaquin Phoenix foi, para mim, disparado o melhor ator de 2014, mas o Hugh Jackman realmente teve o momento de uma carreira em “Os Miseráveis”!

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