Três atores, três filmes… com Vitor de Freitas

vitortresNão é qualquer pessoa que aceita te acompanhar em uma sessão de Gata Velha Ainda Mia. Pois o Vitor aceitou, pouco tempo depois de nos conhecermos. Sei que existe, nesta escolha, a paixão dele sem preconceitos por cinema (afinal, ele é formado em cinema!), mas acho que a sessão significou um pouco mais, já que hoje ele se tornou uma figura fundamental na minha vida, pelas mais diversas razões. No mais, também me identifico bastante com a sensibilidade do Vitor em apreciar desempenhos femininos mais do que a média normalmente aprecia. Por isso, a lista dele, além de muito autêntica, diz bastante também sobre os tipos de atuação que costumam me conquistar. As escolhas refletem ainda o auge das carreiras das três atrizes – todas oscarizadas pelos desempenhos mencionados. Ou seja, você pode até não incluí-los em sua lista pessoal, mas certamente há de concordar que são essenciais para conhecer cada uma delas.

Anne Hathaway (Os Miseráveis)
Foi por sua atuação no filme Os Miseráveis que Anne Hathaway mostrou que realmente é uma atriz incrível e digna de Oscar. No filme, Anne dá vida a Fantine, uma jovem que é forçada a se prostituir para sustentar a filha. Ela tem a difícil tarefa de interpretar essa personagem não só pela triste história mas também porque ela (assim como o resto do elenco) teve que cantar ao vivo no set, sem o uso de playback. Apesar de ser coadjuvante, Anne acaba brilhando mais do que muitos outros atores do elenco e literalmente rouba a cena cada vez que ela aparece na tela. Acredito que a sequência em que Anne canta a música “I Dreamed a Dream” seja uma das mais marcantes da história do cinema. Não só é uma cena incrível por sua simplicidade, intensidade e poder, mas também por ser um dos momentos mais emocionantes do filme, em que Anne se entrega completamente de uma forma assombrosa. Em um filme repleto de tragédias e tristezas, ela desaparece completamente e entrega uma performance que permanece no espectador muito depois de ver o filme.

Charlize Theron (Monster – Desejo Assassino)
Existem muitos filmes que me marcaram por diversos motivos. Mas são poucos os que conseguiram me prender tão intensamente como Monster. Um filme que narra a triste história de Aileen Wuornos, uma prostitua condenada a morte por assassinato, merece um elenco forte e que consiga contar essa história real com a intensidade que ela merece e precisa. Charlize Theron foi a escolha perfeita para interpretar Aileen, já que sempre se mostrou capaz de se transformar na personagem de seus filmes. Mas aqui não dá para negar que ela se entrega completamente e desaparece na pele de Aileen. Não é de se surpreender que, por esse filme, Charlize ganhou o Oscar de melhor atriz. Sempre admirei muito o trabalho dela mas, pela primeira vez em muitos anos, assisti a uma performance que me tocou e me deixou impressionado. O filme, por mais incrível que seja, não seria tão bom se qualquer outra atriz tivesse sido escalada para protagonizar essa história. Mesmo com outras performances excelentes no filme, é difícil tirar os olhos da protagonista.

Natalie Portman (Cisne Negro)
Nina Sayers é uma bailarina profissional que tem sua vida consumida pela profissão. Após ser escalada para ser a bailarina principal no espetáculo O Lago dos Cisnes, Nina se torna ainda mais obcecada pelo balé e pela perfeição e ao mesmo tempo em que tenta lidar com a sua paranoia e o medo de perder o papel para outra colega. Com isso, Nina acaba perdendo a estabilidade mental. Essa é a história do filme Cisne Negro, que tem como protagonista a atriz Natalie Portman. Muitas vezes interpretando mulheres regidas pelo lado emocional, pela primeira vez Natalie vive uma personagem mentalmente perturbada e incapaz de distinguir o o real do imaginário. Natalie consegue contar a história dessa mulher de forma feroz e intensa. O que faz com que Cisne Negro seja tão pesado e perturbador é a performance da atriz e sua habilidade de, ao dar vida a Nina Sayers, migrar de uma insegurança para uma confiança beirando a arrogância de uma forma muito sutil e com bastante fluidez.

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