Um milhão de acessos (ou o meu maior presente)

Hoje é um dia muito especial para mim.

Um milhão. Essa é a marca de acessos que o blog alcançou nessa sexta-feira (05). Não entendo muito bem de estatísticas na internet – e, na verdade, pouco me importa se estou fazendo tanto barulho por isso –, mas o número me comoveu muito. O garoto que começou a rabiscar alguns comentários sobre cinema há quase dez anos pode ter sonhado com isso, mas, como já escreveu James Michener, nós nunca estamos realmente preparados para aquilo que desejamos.

Ao ver esse número de acessos, fiquei pensando: já que não existe uma formação oficial, o que define um crítico de cinema? Qual linha alguém precisa ultrapassar para ser considerado um? Sofisticação de texto? Número X de filmes assistidos? Fazer os amigos certos? Ou simplesmente dedicação à escrita? Não sei. Prefiro dizer que sou um jornalista que comenta sobre cinema, pois acho que quem pode dizer se sou realmente um crítico são os outros. E confesso que já ouvi, ao longo desse tempo, coisas que me emocionaram muito de quem realmente coloco na minha singela listinha de prioridades.

No entanto, para não me desviar do assunto, queria deixar registrado um abraço, nem que seja virtual, para as tantas pessoas que me influenciaram até aqui. Não vou listar nomes porque não quero ser injusto e deixar alguém de fora por desatenção, mas espero que essas pessoas saibam que devem se sentir abraçadas hoje. Principalmente porque elas entendem – ou pelo menos respeitam – esse meu jeitinho de ver o cinema sem preconceitos, de dizer o que penso de um filme sem qualquer restrição (mesmo quando tem pessoas conhecidas envolvidas) e de me encantar com o cinema sem qualquer fórmula pronta, até mesmo quando estamos falando de um filme considerado por muitos como bobo ou mero entretenimento hollywoodiano.

Afinal, como uma vez me disse a minha ex-professora Raquel Cirne, para ter valor, nem sempre um filme precisa ser questionador, enigmático ou difícil de entender. Também ter que ter música luminosa, leveza, beleza, uma linda celebração de um casamento com velas penduradas nas árvores… Cinema é magia, e deve ter a função de inspirar, de estimular os sonhos, de colorir a vida. Acredito muito nisso. Ao longo desses quase oito anos de existência e, agora, um milhão de acessos, o Cinema e Argumento me ajudou a compreender melhor o cinema – e, claro, a colorir a minha vida. Fico mesmo emocionado de saber que tanta gente já me leu. Ter vocês ao meu lado sempre foi o meu maior presente. Podem acreditar.

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