Melhores de 2016 – Som

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A estrutura de Ponto Zero é fascinante porque pega o drama aparentemente comum (mas incrivelmente denso) de um garoto de 14 anos preso em um doentio furacão familiar para, lá na metade, jogá-lo em uma noite surrealista, acompanhada quase em tempo real pelo filme, que irá transformá-lo para sempre. Ao entrar nesse universo noturno e chuvoso, o requinte técnico do filme de José Pedro Goulart se acentua, explorando ainda mais o poder narrativo de setores como o de som, aqui assinado pela dupla Chrístian Vaisz e Kiko Ferraz. Entre os barulhos que ilustram eventuais momentos de horror do protagonista Ênio (Sandro Aliprandini), como o acidente na rua e o mistério em relação ao que pode estar ou não embaixo de um carro, o som também captura o minimalismo dos silêncios embalados pelo melancólico barulho de uma chuva incessante. Ponto Zero sabe, assim como em tantas outras de suas virtudes, que o trabalho de Vaisz e Ferraz é tão fundamental para a ambientação da história quanto a direção, o roteiro e o elenco dela. Ainda disputavam a categoriaA Chegada, O ContadorO Regresso e O Silêncio do Céu.

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