Melhores de 2016 – Direção

direcao16

O texto que escrevi para Ponto Zero de forma mais pessoal do que costumo apresentar no blog explica o quanto esse filme gaúcho foi uma viagem verdadeiramente transcendental para mim. Que lógico, portanto, colocar a direção de José Pedro Goulart como a que mais me impressionou ao longo de 2016. Além de se esquivar do clássico problema de filmes que, ao promoverem uma transformação radical em sua história, acabam parecendo duas obras distintas dentro de uma, Goulart trabalha o real e o fantástico com uma destreza que está longe de sugerir que esse é apenas o seu primeiro longa-metragem após uma extensa carreira como curta-metragista e publicitário. Após tantas revisões – seja no cinema ou em casa -, preservo a mesma admiração que tive por Ponto Zero desde a primeira vez que o vi. É mesmo um OVNI no cinema nacional, conforme definiu o crítico Luiz Carlos Merten, o que considero um dos maiores elogios que um filme pode receber. Ao conjugar um apuro estético admirável (e o mais importante: sempre a serviço da narrativa) e uma história tão aberta a reflexões (para mim, sempre será sobre até que ponto podemos aguentar certos pesos e como é muito íntima e pessoal a difícil viagem rumo a libertação deles), José Pedro Goulart realiza um trabalho que é difícil comparar a qualquer outro realizado em nosso cinema nos últimos tempos. Desde já, o cineasta desperta muita, mas muita curiosidade para o seu próximo filme. Ainda disputavam a categoria: Kleber Mendonça Filho (Aquarius), Paul Verhoeven (Elle), Robert Eggers (A Bruxa) e Todd Haynes (Carol).

EM ANOS ANTERIORES: 2015 – George Miller (Mad Max: Estrada da Fúria) | 2014 – David Fincher (Garota Exemplar) | 2013 – Alfonso Cuarón (Gravidade) | 2012 – Leos Carax (Holy Motors) | 2011 – Darren Aronofsky (Cisne Negro| 2010 – Christopher Nolan (A Origem| 2009 – Danny Boyle (Quem Quer Ser Um Milionário?| 2008 – Paul Thomas Anderson (Sangue Negro| 2007 – Alejandro González Iñárritu (Babel)

Um comentário em “Melhores de 2016 – Direção

  1. Dos seus indicados, só conferi os filmes de Paul Verhoeven, Kleber Mendonça Filho e Todd Haynes e meu voto iria para o último pelo trabalho em “Carol”.

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